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Dom Paulo Antonio De Conto
Administrador Apostólico da Diocese de Nova Friburgo

 

Queridos irmãos e irmãs, temos vivido tempos difíceis. As incertezas parecem tomar conta de nossos dias, a angústia estremece nosso emocional. Até mesmo nossa fé sente-se abalar.

As palavras de Nosso Senhor dirigida aos seus discípulos tocam profundamente nossos corações: “Não se perturbe o vosso coração” (Jo 14, 1). Jesus nos convida por nossa confiança n’Ele e no Pai, na certeza de que somos ouvidos em nossas necessidades e fortalecidos em nossa esperança.

As palavras do Evangelho dirigidas aos discípulos, são sempre atuais e tornam-se força para enfrentarmos com coragem, força e confiança os desafios da vida, atentos às adversidades que nos esperam.

A história da salvação está permeada pelo exemplo de homens e mulheres que diante de tempos difíceis não só puseram sua confiança em Deus, mas tornaram-se grandes ícones desta confiança.

Amanhã, dia 24 de junho, a Igreja celebra São João Batista, um destes homens que, na intimidade com Deus, assume sua missão de preparar o caminho para o Salvador, entregar-se sem reservas e não se calar diante das ameaças.

João Batista, o maior homem nascido de mulher, é um grande testemunho de que a vida tem valor somente na doação aos outros, no amor, na verdade, na vida cotidiana e na família (cf. Papa Francisco, Homilia, 08 fev. 2019).

O Santo Padre, meditando o martírio do Precursor do Salvador, denuncia: “Se alguém pega a vida para si mesmo, para guardá-la, como o rei em sua corrupção ou a senhora com o ódio, ou a menina, a jovem com sua própria vaidade – um pouco adolescente, inconsciente  – a vida morre , a vida acaba murchando, não serve”, destacou o Santo Padre” (idem).

Sem dúvida alguma, este homem foi um instrumento de Deus de muita importância para a revelação divina. Mas hoje queremos olhar para seu testemunho de coragem e confiança. João nos ensina que por a confiança em Deus, não é esconder-se dos problemas ou esquivar-se dos sofrimentos da vida cotidiana. Ao contrário, é enfrentar as adversidades com a certeza de que não estamos sozinhos.

Aquele que assim procede não se desespera, fica tranquilo, pois sabe que sua vida está nas mãos do Criador. Assim, busca, inspirado pelo Espírito, uma maneira de superar as dificuldades, e se não for possível superá-la, encontra força em Deus para suportá-la.

A vida de João nos ensina que precisamos apenas de Tempo para compreender a realidade que vivemos, Inteligência para buscar o caminho certo e Coragem para seguir em frente!

Já ouvimos anunciar o início do “Novo Normal”. Este tempo exigirá de nós ainda mais confiança em Deus e compromisso com a sua Palavra. Retomar as atividades poderá ser um desafio. Será necessário vencer medos, incertezas e angústias, e isso só será possível na unidade com aquele que nos salvou.

Que São João Batista interceda por nós e nos inspire a uma prática cristã sadia e comprometida na construção de um mundo novo.

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#SilêncioPelaDor: Igrejas expressam solidariedade aos familiares das vítimas da Covid-19

A escadaria da Igreja Santíssima Trindade, em Águas de Meninos, onde sobem dezenas de pessoas todos os dias, agora é só silêncio. Nenhuma palavra, nenhuma ação, apenas a oração silenciosa de homens e mulheres que compreendem a dor do próximo e se uniram para expressar solidariedade aos familiares das vítimas do COVID-19, que, segundo o levantamento realizado pelo consórcio de veículos de imprensa, já acomete mais de um milhão de brasileiros.

O que os moradores da Comunidade da Trindade estão fazendo ao silenciarem nas escadarias tem nome: “O silêncio faz ecoar nossa dor”. Esta é a campanha idealizada pelo responsável da Comunidade, Henrique Peregrino, em parceria com a Cáritas Nacional, a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), o Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), o Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs (CEBIC), a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), a Fundação Luterana de Diaconia (FLD), o Centro de Estudos e Ação Social (CEAS) e o Núcleo Apostólico da Companhia de Jesus na Bahia (MAGIS).

Lançada no dia 11 de junho, a iniciativa, que também é conhecida como “Não-Ação”, além de ser um momento permanente de oração em meio ao silêncio, é também uma oportunidade de denunciar a inação de órgãos governamentais diante do crescente número de casos e de mortes. “Isso se tornou uma missão diante da responsabilidade da vida do próximo”, afirma Henrique.

O silêncio

Nas escadarias, homens e mulheres se revezam, diariamente, para que o ato seja realizado de maneira permanente e seguindo todas as recomendações sanitárias, como explica Henrique Peregrino, que montou uma tenda de frente para a Avenida Jequitaia, onde as pessoas se abrigam para ter esse momento oracional. “Disponível o dia todo, do nascer ao pôr do sol, das 6h às 18h, sempre há pessoas que assumem a presença silenciosa e oracional”, explica.

Henrique Peregrino ressalta que também chegou a participar de outras ações e assinou petições para que algo fosse feito diante do cenário, mas percebeu que era necessário algo mais e que o silêncio e a “Não-Ação” podiam completar de modo a tornar o clamor ainda mais forte. Contudo, ele explica que não é um silêncio calado, “é um silêncio de protesto e indignação. Nós não podemos ficar sem reação diante da situação em que diariamente milhares de vidas são perdidas. Não podemos achar isso normal, porque ninguém quer que o Brasil se torne um cemitério. Estamos todos aqui para a vida! Jesus disse ‘Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em plenitude’”, destaca.

De acordo com a moradora da Comunidade da Trindade, Juci de Souza, de 54 anos, que participa presencialmente nas escadarias da Igreja, sempre das 16h às 18h, é uma experiência única porque, segundo ela, antes da pandemia já refletia sobre o acúmulo de informações, a rotina dos seres humanos e o barulho de trânsito da cidade, já que muita gente não está cumprindo o isolamento social. “Eu vivo essa experiência para silenciar esse barulho que vem como uma resposta de toda a situação e sentir que, mesmo diante disso, eu posso entrar em comunhão e em sintonia com todos os gritos e dor que assolam o mundo”, diz. Juci destaca, ainda, que as pessoas estão vivendo como se as mortes e os casos de COVID-19 fossem algo comum. “Você saber que 50 mil vidas já se foram, e ter isso como algo natural, é não sentir empatia pela dor do outro”, conclui.

Para a pastora da Igreja Presbiteriana Unida, Sônia Mota, que abraçou a campanha na Igreja onde congrega e na CESE, que também faz parte da iniciativa, a sensação é de que diante dos discursos feitos por meio dos responsáveis pela Saúde no Brasil, as pessoas acabaram ficando cansadas com tantas ocorrências que envolvem vidas. “Entendemos que o silêncio também pode ser uma forma de protesto, mas não é o silêncio que se omite, mas sim o silêncio que quer falar alto. Na própria Bíblia há muitos momentos de silêncio. Silenciar-se diante de uma dor profunda. Silenciar-se para chamar atenção”, diz.

#SilêncioPelaDor

As pessoas também podem participar da campanha sem sair das casas. “Pode ser dentro do apartamento, da casa, qual que seja a moradia, essa pessoa pode reservar um momento para ficar em silêncio. E, para que esse silêncio ecoe, nós pedimos que as pessoas escrevam o lema, tirem uma foto e publiquem nas redes sociais com a #SilêncioPelaDor”, pede Henrique Peregrino.

A campanha também pode ser acompanhada, pelos internautas, através do Instagram: @silenciopelador e do Facebook: Silêncio Pela Dor

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Dia do Lavrador: “O homem do campo é também um cuidador da terra e da natureza”

No Dia do Lavrador, celebrado hoje, 23 de junho, o bispo da prelazia de Itacoatiara (AM) e vice-presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, fala da situação dos trabalhadores do campo no contexto da pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, os trabalhadores do campo estão mais tranquilos no sentido de que se encontram distantes das grandes aglomerações das cidades e vilas.

Por outro lado, o vice-presidente da CPT aponta que eles já se sentem afetados pelas dificuldades de não terem como escoar a sua produção e fazer chegar seus produtos às vilas e cidades, o que acaba gerando dificuldades de sustentação de suas famílias. Uma das questões mais preocupantes que vem afetando a vida dos pequenos lavradores na avaliação de dom Ionilton é o processo de mecanização da agricultura e a substituição do homem pela máquina.

Razões para celebrar

Dom José Ionilton, vice-presidente da CPT. Foto: Guilherme Cavalli/CIMI

Para o bispo da prelazia de Itacoatiara, quem mora na área urbana tem sempre que lembrar e comemorar o Dia do Lavrador porque depende muito dos trabalhadores do campo a sustentação das pessoas que vivem nas cidades. A capacidade que Deus deu de cuidar e trabalhar na terra e produzir o alimento é uma das razões para celebrar esta data, reforça o bispo.

“Celebrando esse Dia do Lavrador dirijo a nossa homenagem a todos os trabalhadores e trabalhadoras do campo, eles que cultivam a terra e fazem com que a comida chegue às nossas mesas, especialmente nós que moramos nas pequenas, médias e grandes cidades”, destaca.

O bispo elenca também como um outro bom motivo para comemorar o Dia do Lavrador a organização dos trabalhadores, incluindo o trabalho que realiza a Comissão Pastoral da Terra (CPT) que recém completou 45 anos de existência. “A CPT nasceu para dar apoio ao pequeno trabalhador e ao homem do campo. Esse trabalho se traduz na defesa dos pequenos agricultores para que tenham condições de permanecer na terra e ali produzam para a sua própria sustentação e para a alimentar quem está na cidade”, destaca.

Em função das ameaças que vêm sofrendo, a comemoração hoje é mais limitada, disse dom José. “O Papa Francisco, na exortação Querida Amazônia, fala da ganância do lucro fácil que faz com que as empresas se apropriem das terras. E fala também da privatização da água e do relaxamento das leis. Olha que a Querida Amazônia foi lançada em fevereiro, e o Santo Padre já falava sobre as autoridades que deixam o caminho livre para as madeireiras, mineradoras e empresas de exploração de petróleo e gás, atividades que devastam a floresta e contaminam o ambiente”, apontou.

O pequeno agricultor, segundo dom Ionilton, sai prejudicado por tudo isso. “O Papa Francisco diz que é preciso se indignar como Deus e Jesus se indignaram. Nós devemos reagir diante de tudo aquilo que sofre o homem do campo e o pequeno agricultor. Também os ribeirinhos, em nosso caso na Amazônia, que muitas vezes encontram-se também ameaçados pelo avanço dessas empresas, do agronegócio e pelas queimadas”, avaliou.

O bispo reforça o trabalho que vem sendo feito pela Igreja em apoio aos pequenos produtores e lavradores. “Continuamos trabalhando juntos como Igreja, por meio da CPT e das pastorais sociais, a Comissão Pastoral dos Pescadores Artesanais que trabalha na defesa dos pequenos que vivem da pesca, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) que trabalha com os povos indígenas pela sua permanência e auto-sustentação pela terra”.

O vice-presidente da CPT afirma que o lavrador cuida da terra e não tem a ambição do lucro apenas. “O pequeno é quem mais preserva a natureza e o meio ambiente uma vez que não usa tanto o veneno e nem os agrotóxicos. Eles se organizam em pequenas produções, em áreas de terra agricultáveis diferente do agronegócio que tem grande impacto na natureza. Parabéns aos lavradores e lavradoras por seu dia”, concluiu.

fonte: https://www.cnbb.org.br/dia-do-lavrador-o-homem-do-campo-e-tambem-um-cuidador-da-terra-e-da-natureza/

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Evangelizar na comunhão

Dom Adelar Baruffi
Bispo de Cruz Alta

 

            A Solenidade de São Pedro e São Paulo, que celebramos no último domingo de junho, nos coloca a vida destas duas “colunas” da Igreja Católica e o seu modo permanente de ser. Os dois representam a dinâmica de ser da Igreja, para sempre. Com isto, estamos afirmando a necessária entrega evangelizadora dos cristãos, com o modelo de São Paulo, sempre ele. E, também, a comunhão que formamos, com o testemunho de São Pedro, hoje presente no nosso Santo Padre Francisco. Missionários ardorosos e, sempre, com amor à Igreja.

            A primeira face da Igreja nos é dada por São Paulo. A história do cristianismo teve muitos evangelizadores. As épocas históricas foram várias, com suas configurações diferentes. Quantos deram e ainda dão sua vida pelo anúncio do Evangelho, assumindo para si o mandato de Cristo Ressuscitado, como Paulo: “Paulo, servo de Cristo Jesus, chamado a ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus […]” (Rm 1,1). A grande missão de Paulo era levar a todos a graça de Deus, seu amor infinito, gratuito, que um dia alcançou Paulo e lhe deu o perdão dos pecados, habilitando-o para que, numa atitude de fé e gratidão, agisse na caridade. O grande anúncio é o infinito amor de Deus manifestado em Jesus Cristo, o Filho, nosso Salvador, e o Espírito Santo que acompanha nosso caminhar, vivido numa comunidade eclesial.

            Paulo dedica-se totalmente na obra evangelizadora. Ele “corre”, pois “eu mesmo fui alcançado por Cristo Jesus” (Fl 3,12). Na esteira dos grandes evangelizadores, o Papa Francisco nos convida, hoje, a anunciar o evangelho com alegria (EG 1). O próprio evangelho de Jesus Cristo é fonte de vida humana, de felicidade e paz à humanidade. Quem segue a Cristo, torna-se mais humano. Não precisa que tenhamos feito cursos de mestrado e doutorado para falar sobre os valores fundamentais do evangelho de Cristo e realizar a caridade. A vida é um testemunho. Mais hoje, quando não podemos dar por suposto o anúncio cristão, na veracidade do evangelho e na comunhão eclesial.

 Tantos evangelizadores, como Paulo, hoje afirmam: “ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho” (1Cor 9,16). As pessoas, hoje, estão sedentas do evangelho, que projeta luz sobre nossa vida. Paulo define-se a si mesmo como um missionário, um apóstolo, “escolhido desde o seio para anunciar a Cristo entre os gentios” (Gl 1,15-16). O Evangelho, para Paulo, não é uma narração de uma teoria, mas uma pessoa, a pessoa de Jesus Cristo: “Pois não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, como o Senhor” (2Cor 4,5).

Porém, um grande desafio, neste tempo onde não existe o reconhecimento da “verdade”, mas “a minha verdade”, “eu acho”, “eu penso assim”, é reconhecer a comunhão como matéria integrante do evangelho. “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti” (Jo 17,21). Não posso ser católico e estar separado do Papa. O Papa Francisco, sucessor de Pedro, tem esta missão da unidade: “apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,17). Nosso Papa tem dado uma nova “primavera” na Igreja, em continuidade com os anteriores. Sua perspectiva é a sinodalidade, escutar a todos. Nossa prece é de súplica para que todos os católicos estejam na comunhão com ele, para vivermos nossa missão no mundo.

Parabéns ao nosso Papa Francisco, pelo seu dia! Deus o conserve com saúde e tanto dinamismo evangelizador.

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