Diocese de Votuporanga


Igreja no Mundo
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Papa: espero um futuro de paz e amor, livre do ódio, do extremismo e do terrorismo

Nesta terça-feira (4), ao celebrar o primeiro aniversário do Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Convivência Comum, o Papa Francisco divulgou uma mensagem em vídeo. Ao encorajar todos que ajudam o próximo necessitado, o Pontífice disse que espera “um futuro melhor para a humanidade”, “livre do ódio, do rancor, do extremismo e do terrorismo, em que prevaleçam os valores da paz, do amor e da fraternidade.”

O Papa Francisco enviou uma mensagem em vídeo nesta terça-feira (4) aos participantes da Conferência sobre o Documento de Abu Dhabi, realizada nos Emirados Árabes Unidos. Há exatamente um ano, o Pontífice e o Grão Imame de Al-Azhar assinaram o Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Convivência Comum.  

A mensagem do Papa também foi direcionada, em especial, a todas as pessoas “que na humanidade ajudam os seus irmãos pobres, doentes, perseguidos e frágeis sem olhar a religião, a cor, a raça a que pertencem”.

“Hoje celebramos o primeiro aniversário deste grande evento humanitário, esperando um futuro melhor para a humanidade, um futuro livre do ódio, do rancor, do extremismo e do terrorismo, em que prevaleçam os valores da paz, do amor e da fraternidade.”

As iniciativas em prol da fraternidade

Na celebração do aniversário de um ano do documento, o Papa também expressou o seu apreço pelo apoio oferecido pelos Emirados Árabes Unidos ao trabalho do Comitê Superior para implementar o histórico documento. O Pontífice, assim, agradeceu a iniciativa da casa inter-religiosa “Abrahamic Family House”, um projeto que irá acolher, em Abu Dhabi, uma mesquita, uma sinagoga e uma igreja dedicada a São Francisco de Assis.

Ao finalizar a mensagem em vídeo, o Papa também agradeceu por poder participar do anúncio do Prêmio “Fraternidade Humana”:

“Estou feliz, então, de poder participar deste momento de apresentação ao mundo do Prêmio Internacional da Fraternidade Humana, para que sejam encorajados todos os modelos virtuosos de homens e mulheres que, neste mundo, encarnam o amor através de ações e sacrifícios realizados para o bem dos outros, não importa o quanto sejam diversos por religiões ou per pertença étnica e cultural, e peço a Deus Onipotente de abençoar todo esforço que favoreça o bem da humanidade e nos ajude a seguir adiante na fraternidade.”

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-02/papa-francisco-documento-fraternidade-humana-mensagem-video.html 

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Chuvas e enchentes em MG e ES: dom Vicente lamenta por sofrimento socioambiental

As consequências das chuvas e enchentes na região Sudeste do Brasil, em particular nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, já atingiram mais de 67 mil pessoas, em mais de 200 municípios. Até o momento, de acordo com a Defesa Civil, 58 pessoas morreram em Minas Gerais e nove no Espírito Santo. Em entrevista ao Portal da CNBB, o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e membro da Comissão Especial sobre Mineração e Ecologia Integral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dom Vicente de Paula Ferreira falou sobre a necessidade de assumir a proposta de ecologia integral presente na encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco.

 

Minas Gerais Espírito Santo
45.390 desalojados 12.735 desalojados
9.267 desabrigados 2.030 desabrigados
58 mortos 9 mortos
67 feridos 10 feridos
196 municípios em situação de emergência 30 municípios afetados
TOTAL:
54.782 atingidos
TOTAL:
14785 atingidos
Fontes: Defesa Civil de MG e ES

 

Prefeitura de Belo Horizonte faz limpeza nas ruas da cidade por causas das fortes chuvas na capital mineira | Foto: Secom/Prefeitura BH

Para dom Vicente, o acompanhamento às consequências das chuvas “é mais um sofrimento socioambiental que a gente tem vivido”. O bispo vê como paradoxal a espera pelas chuvas, “mas a falta de cuidado com a casa comum”, que “acaba trazendo problemas sérios, inúmeros desabrigados, um número muito alto de mortes”, problemas recorrentes na região no período de chuvas.  Dom Vicente ainda chama atenção para o agravamento do cenário com a lama que desce com as enchentes carregada de produtos tóxicos.

Recordando a celebração dos cinco anos da encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, no próximo mês de maio, “que constata que vivemos uma aguda crise socioambiental na humanidade”, dom Vicente sublinha que as nossas cidades são construídas em cima de rios e ninguém esperou pela reação da natureza: “A gente costuma dizer no meio da psicologia: ‘ninguém consegue recalcar a natureza, abafar a natureza, ela tem uma força própria’. Se a gente não a considera, ela vai voltar-se contra a gente”.

O bispo reforça a importância de “levar a sério o projeto da Laudato Si’ e, ao mesmo tempo, pedir às autoridades, criar uma consciência coletiva dentro e fora da Igreja que nós estamos nos organizando enquanto sociedade muitas vezes em cima de futuros problemas”, como revelam os projetos e intervenções em muitas cidades Brasil afora que desconsideram medidas de segurança ao erguer suas estruturas, como já foi alertado em estudos da CNBB e em oportunidades de reflexão sobre a cidade como o 14º Encontro Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).

Relação fé e vida

Dom Vicente Ferreira | Foto: CNBB/Caio Lima

Dom Vicente concorda que há certa rejeição em olhar para a realidade social por parte dos católicos no Brasil. “Eu considero um dos problemas mais graves, isso já foi constatado pela nossa Teologia Católica, a esquizofrenia e a separação entre a fé e a doutrina e a inserção na vida”. O bispo chama atenção que o Evangelho de Jesus tem um chamado para que os fiéis sejam sal da terra e luz do mundo, “para iluminar a cultura, iluminar a sociedade, para transformar em nome de um Deus da vida, que é o Deus de Jesus Cristo. Resumidamente, a gente fala em construir o Reino de Deus, que é reino de justiça, de paz, dignidade para todos”. Numa “sociedade que causa morte na forma de a gente lidar com a natureza” é preciso uma intervenção missionária, segundo dom Vicente.

Esta interligação tem que entrar em nosso processo de evangelização. O católico, infelizmente, e até com alguns grupos, que tendem muito mais à alienação, consideram que fé é se restringir ao interior de um dogma, de uma crença para dentro de uma Igreja e não consegue olhar para a globalidade de a vida humana e do planeta. E a Teologia, Eclesiologia, a nossa fé cristã nos ensina a ser cristãos no mundo”.

Prefeitura de Belo Horizonte (MG) faz limpeza nas ruas da capital mineira | Foto: Rodrigo Clemente/Fotos Públicas

A missão, um dos quatro pilares da proposta da CNBB para as comunidades eclesiais missionárias, é uma ação de interferência no modo que se conduz a vida, sugere dom Vicente.  “E onde há morte, onde a gente está produzindo uma cultura de morte, nós temos que evangelizar para que a gente transforme em vida. Por isso, temos que tomar cuidado com esse perigo de uma fé muito revestida de um certo fanatismo, inclusive, que não nos abre para o diálogo conosco, com os outros, com o mundo e, talvez, muito menos com Deus, porque o nosso Deus é o Deus da vida, o Deus da criação que é comunhão”.

Se a gente não cuida dessa comunhão entre nós e com o mundo em que nós vivemos, como daremos testemunho de nossa fé e de que fé estaremos dando testemunho?

Auxiliar e envolver-se

Dom Vicente Ferreira, demonstra-se feliz com as ações de caridade que a Igreja tem protagonizado nesses momentos de tragédias. No caso específico das chuvas em Minas Gerais e Espírito Santo, paróquias e comunidades têm se mobilizado para acolher e ajudar os afetados. “A Igreja é doutora em caridade”, afirma.

Entretanto, é necessário algo mais: “não basta essa caridade imediata, a gente também tem que perguntar pelas causas disso tudo”. Segundo dom Vicente, se a pessoa tem “uma forma de vida que mata”, quando ajuda imediatamente com a caridade, na hora do luto, tem uma ação confortável. “Mas quando a gente começa a perguntar ‘quem matou?’, ‘porque?’. Aí já começa a complicar a nossa vida, inclusive as perseguições, as indagações, porque o profetismo é o amparo imediato, mas também é a denúncia para que a gente possa transformar a nossa realidade”, exorta.

Não basta só ajudar imediatamente, o que é fundamental, mas é preciso procurar o que está trazendo esses danos para que a gente possa buscar medidas de mudança e de transformação da nossa sociedade à luz, é claro do Evangelho de Jesus”.

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O Papa: devemos combater o desperdício, ninguém está excluído

"Contra o desperdício e pela mudança do estilo de vida", são as recomendações do Papa Francisco na sua mensagem ao Programa Alimentar Mundial por ocasião da 2ª sessão ordinária do Comitê Executivo

Cidade do Vaticano

Na manhã desta segunda-feira, (18) o Papa Francisco enviou uma mensagem ao senhor David Beasley, diretor do Programa Alimentar Mundial por ocasião da abertura da segunda sessão ordinária do Comitê Executivo do órgão.

Na Mensagem, o Papa recordou que nos projetos do Programa estão sendo formuladas iniciativas concretas para tornar mais eficaz a luta contra a fome no mundo.

Contra o desperdício alimentar

“Seus projetos”, afirma o Papa, “compreendem a promoção de medidas determinantes para eliminar o desperdício alimentar, um fenômeno que grava cada vez mais na nossa consciência”.

Em seguida o Papa recorda a desigualdade entre os irmãos: lugares onde não se alimentam suficientemente e outros onde os alimentos são desperdiçados e jogados fora.

“É o que o meu predecessor São João Paulo II definiu de “paradoxo da abundância” que continua a ser um obstáculo à solução do problema da desnutrição da humanidade” afirma o Papa e continua: “O paradoxo implica mecanismos de superficialidade, negligência e egoísmo que estão na base da cultura do desperdício”.

Cumprir compromissos das agendas

Ao falar sobre os compromissos assumidos nas organizações internacionais como Agenda 2030 e Acordo de Paris, o Papa reitera:

“Alcançar estes objetivos é responsabilidade não apenas das organizações internacionais e dos governos, mas de cada um de nós” ou seja: “Famílias, escolas e meios de comunicação têm uma importante tarefa em educar para a sensibilização” e conclui: “Ninguém pode ser excluído da necessidade de combater esta cultura que oprime tantas pessoas, especialmente os pobres e vulneráveis na sociedade”.

"Stop the Waste"

Francisco elogia a campanha global do PAM “Stop the Waste” que evidencia “o quanto o desperdício danifica a vida das pessoas e o progresso dos povos”. A campanha sustenta também que o único modo de agir é mudando o estilo de vida e rejeitando todo e qualquer desperdício.

Sobre este ponto o Papa afirma: “Este novo estilo de vida consiste em valorizar adequadamente o que a Terra mãe nos dá e terá uma repercussão para toda a humanidade”.

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-11/papa-francisco-mensagem-pam.html

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Papa Francisco almoça com os pobres

As comemorações do 3º Dia Mundial dos Pobres iniciou neste domingo (17) com a Santa Missa na Basílica Vaticana presidida pelo Santo Padre que contava com a presença de muitos deles.

Na homilia, o Papa recordou que os pobres facilitam o nosso acesso ao Céu”, e que devemos estar ao lado deles para aprender pois “são preciosos aos olhos de Deus, porque não falam a linguagem do eu”.

Depois da Missa o Papa rezou o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, em um domingo com muita chuva, e depois do Angelus o Papa Francisco recordou:

“ Hoje celebramos o Dia Mundial dos Pobres, que tem como tema as palavras do salmo ‘A esperança dos pobres jamais se frustrará’ (Sal 9, 19) ”

Em seguida fez os agradecimentos:

A minha gratidão vai para todos aqueles que, nas dioceses e paróquias de todo o mundo, promoveram iniciativas de solidariedade para dar esperança concreta às pessoas mais desfavorecidas. Agradeço aos médicos e enfermeiros que prestaram serviço nestes dias no Posto de Saúde aqui na Praça São Pedro.

No final, o Papa pede orações pela sua próxima viagem à Tailândia e Japão que inicia na próxima terça-feira, dia 19 até o dia 26 de novembro. 

O Papa almoçou na Sala Paulo VI com cerca de 1.500 pessoas necessitadas, para testemunhar também a "atenção que nunca deve faltar a estes nossos irmãos e irmãs”.

 Ao chegar na Sala Paulo VI o Papa saudou os presentes:

"Minhas boas-vindas a todos. Desejo que hoje o Senhor abençoe a todos nós: que Deus nos abençoe nesta reunião de amigos, neste almoço e também bênçãos às suas famílias. Que o Senhor abençoe a todos. Obrigado e bom almoço"

O almoço para os pobres foi servido por 50 voluntários e colaboradores de associações de voluntariado. O menu oferecido pelo Papa era composto por: lasanha, picadinho de frango com creme de cogumelos, batata assada, sobremesa, frutas e café. 

fonte https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-11/depois-angelus-dia-dos-pobres-almoco.html

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Papa Francisco manifestou, dia 25/08, preocupação com as queimadas na Amazônia

A preocupação de Francisco em relação aos incêndios que têm ferido a Amazônia foi manifestada depois da oração mariana do Angelus neste domingo (25). A voz do Papa se une àquela dos bispos da América Latina que também demonstraram tristeza e, através de apelos públicos, pediram medidas urgentes em defesa da Amazônia.

“ Estamos todos preocupados com os grandes incêndios que se desenvolveram na Amazônia. Oremos para que, com o empenho de todos, sejam controlados o quanto antes. Aquele pulmão de florestas é vital para o nosso planeta. ”

O apelo do Papa Francisco veio neste domingo (25), depois da oração mariana do Angelus na Praça São Pedro. Depois de chefes de Estado da América e da Europa, e dos bispos das Conferências Episcopais da América Latina se manifestarem a respeito dos incêndios que vêm devastando a região amazônica, o Pontífice também demonstrou a sua preocupação com aquele que é “o pulmão de florestas vital para o planeta”.

https://www.vaticannews.va

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Igreja no Brasil trabalha para o desenvolvimento e promoção de uma cultura vocacional

A experiência eclesial cristã resgatada pelo Concílio Vaticano II suscitou na Igreja, a partir da Europa e depois na América Latina, uma grande preocupação com a questão vocacional. Esse contexto contribuiu para que, na Igreja do Brasil, passos significativos fossem dados com o objetivo de incrementar uma consciência vocacional em todo o povo de Deus, resgatando a comunidade eclesial como lugar da efetiva participação de todos os batizados na missão da Igreja.

Atualmente refletir a dinâmica vocacional a partir de uma eclesiologia de comunhão e participação é segundo o bispo auxiliar de Manaus, dom José Albuquerque tarefa de todos: “Toda a ação pastoral deve ser orientada para o discernimento vocacional, tendo como objetivo ajudar cada cristão a descobrir o caminho concreto para realizar o projeto de vida ao qual Deus o chama”.

Diante dos desafios que a pós-modernidade impõe, o bispo afirma que a questão vocacional se torna urgente e necessária, sobretudo, para se compreender e enfrentar as problemáticas oriundas de um acentuado individualismo. Para ele, a oração constitui o primeiro e insubstituível serviço que podemos oferecer à causa das vocações. “A comunidade que reza pelas vocações, que medita a partir da Palavra de Deus, que celebra a Liturgia com fervor e alegria, que oferece direção espiritual aos jovens, colabora incansavelmente para criar uma cultura vocacional”, salienta.

Na caminhada vocacional, alguns eventos foram determinantes para a construção da identidade que, hoje, caracteriza o serviço de animação vocacional na Igreja do Brasil. O mês vocacional é um desses exemplos. Assumido em âmbito nacional, em 1981, por dioceses e regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), seu intuito é ser um tempo especial de reflexão e oração pelas vocações e ministérios.

Hoje cada domingo do mês de agosto é dedicado à celebração de uma determinada vocação. No primeiro, celebra-se sacerdócio e os ministérios ordenados; no segundo, o matrimônio junto à semana da Família; no terceiro, a vida consagrada, e por fim, no quarto, a vocação dos Leigos. “O Mês Vocacional, consagrado há mais de três décadas em nosso país, se tornou uma grande convocação eclesial, tempo privilegiado para celebrar as diversas vocações e para intensificar a oração pelas vocações nas famílias, nos ambientes estudantis, em todos os grupos e comunidades eclesiais e para realizar ações concretas e tantas outras iniciativas, de forma envolvente e criativa ao longo deste abençoado mês”, diz dom José.

Congressos vocacionais – Outra iniciativa que também tem como preocupação o itinerário vocacional são os Congressos Vocacionais do Brasil. Organizados pela Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, eles trazem ao longo dos anos temas e lemas profundamente enraizados na Sagrada Escritura e inseridos na realidade contemporânea. Este ano com o tema “Vocação e Discernimento” e o lema “Mostra-me, Senhor, os teus caminhos” (Salmo 25,4), o IV Congresso Vocacional do Brasil será realizado de 05 a 08 de setembro, no Centro de Eventos do Santuário Nacional Nossa Senhora de Aparecida, em Aparecida (SP).

Segundo a equipe organizadora, a iniciativa deseja refletir sobre a necessidade da oração em prol das vocações e acima de tudo expandir a temática para todos os âmbitos eclesiais e sociais. “Um dos grandes objetivos do 4º. Congresso Vocacional é a promoção da Cultura Vocacional nas comunidades, para que o tema vocacional seja abraçado como prioridade essencial de nossa Igreja, assim como de fato o é: uma comunidade de chamados que assumem o papel de também chamar outros operários, nas mais diversas missões e carismas”, afirma o padre Elias Silva, coordenador nacional da Pastoral Vocacional.

O sacerdote reitera que o evento possibilitará a criação de um trabalho vocacional em redes, especialmente porque é adaptado à concretude das circunstâncias específicas de cada região do país. Neste contexto, ele explica que como parte da execução do 4º Congresso estão os pré-congressos que acontecem nos regionais de todo o Brasil e também da vida religiosa. “Estamos em um período bonito da promoção vocacional do Brasil. A cada novo encontro que acontece pelo Brasil vai se solidificando a necessidade e urgência de promover a Cultura Vocacional, e de uma maneira muito específica de possibilitar um discernimento vocacional que oriente as pessoas ao verdadeiro seguimento de Cristo, ouvindo a voz amorosa e exigente do Pai”, alega.

 

Neima Pereira dos Santos, de 49 anos, é membro da Pastoral Vocacional da diocese de Formosa (GO). Para ela, refletir sobre a vocação é trilhar um caminho de descobertas da própria identidade. “Vivemos num mundo cada vez mais fragmentado e veloz, há uma perda da identidade, falta um autêntico sentido de vida, principalmente em relação aos nossos jovens”, diz. Consagrada Secular do Instituto Secular Servas de Jesus Sacerdote, Neima vai participar ativamente do IV Congresso Vocacional.

Ela aponta a importância de um evento como esses em âmbito nacional. “Com a realização do 4º Congresso Vocacional teremos a oportunidade de refletir sobre os novos questionamentos e desafios vocacionais que nos são apresentados no contexto atual. Conheceremos as diferentes realidades e diversidades vocacionais e obstáculos a serem superados”, considera. Pensar em conjunto, amadurecer e aprofundar concretamente a questão vocacional é um dos desafios da Igreja no Brasil para os próximos anos. “O 4º Congresso Vocacional dará ânimo e vigor a todos os participantes e aos agentes da Pastoral Vocacional trazendo também novas luzes e pistas para a animação vocacional no Brasil”, finaliza.

Matéria Revista Bote Fé nº 28 – Edições CNBB

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Agosto mês vocacional

Dom Manoel João Francisco
Bispo de Cornélio Procópio

 

No Brasil já virou tradição rezar pelas vocações no mês de agosto. Vocação, como sabemos, é uma palavra derivada do verbo latino vocare que significa chamar. Vocação, portanto, é a resposta humana a um chamado divino.
Costuma-se distinguir cinco grandes tipos de vocação. Um não exclui o outro. Pelo contrário, se supõem e se completam.

O primeiro deles é a vocação à vida. Todos nós vivemos porque fomos chamados à existência. Ninguém vive porque decidiu viver. Alguém nos chamou para a vida.

Toda vocação corresponde a uma missão. A vocação à vida exige de nós o compromisso de defendê-la e de promovê-la em toda a sua amplitude: saúde, educação, oportunidade de trabalho, enfim, tudo o que permite a uma pessoa viver de modo digno. Neste sentido o Papa Francisco na Audiência Geral do dia 11 de junho deste ano voltou a afirmar que a vida é dom de Deus. Foi esta a sua exortação: “Somos chamados à defesa e ao serviço da vida desde a concepção no ventre materno até a idade avançada, quando ela é marcada pela enfermidade e pelo sofrimento. Não é lícito destruir a vida, torná-la objeto de experimentações ou falsas concepções. Peço-lhes que rezem para que a vida humana seja sempre respeitada, testemunhando assim os valores do Evangelho, especialmente no âmbito da família”.

O segundo tipo é a vocação à santidade. São Paulo diz que a vontade de Deus é a nossa santificação (1Ts 4,3). A vocação à santidade sempre foi necessária. Nos dias de hoje, porém, ela se faz mais urgente. São João Paulo II, ao iniciar o atual milênio, propôs, como primeira tarefa dos cristãos, a busca de santidade. Para ser santo não é necessário que se faça algo extraordinário. Basta viver com amor e fé as ocupações ordinárias de cada dia.

O terceiro é a vocação que nos leva a assumir um “estado de vida”. Esta vocação é de importância capital. Tão importante que, no linguajar comum, é nela que pensamos quando falamos em vocação. Quando alguém opta pelo matrimônio deve estar consciente que será esposo ou esposa vinte quatro horas por dia, pelo resto da vida. A mesma coisa acontece para os que escolhem a vida consagrada ou sacerdotal. Daí o cuidado que se deve ter na hora de decidir por este ou por aquele estado de vida.

O quarto tipo chama-se vocação profissional. O trabalho é uma das características do ser humano. A Palavra de Deus diz-nos que fomos criados à sua imagem e semelhança. Pelo trabalho, criamos novas realidades, refletimos a ação do Criador. No entanto, após o pecado, o trabalho tornou-se ambíguo. Em vez de contribuir no aperfeiçoamento da criação, pode tornar-se instrumento de dominação e destruição. Daí a importância de olharmos o trabalho como vocação e de escolhermos uma profissão que realmente nos realize. Não seria nada interessante passar oito ou mais horas por dia, durante dois terços de nossa vida realizando uma tarefa desagradável. Não teria graça viver. A santidade com muita probabilidade não seria alcançada. As pessoas com quem iríamos conviver, certamente teriam ao seu lado, uma pessoa mal-humorada e estressada.

A quinta possibilidade vocacional é a que acontece dentro da comunidade eclesial. Assumir serviços na Igreja é também uma vocação. Falando aos Apóstolos, Cristo fez questão de dizer que não tinham sido eles que o haviam escolhido, mas ele foi quem os escolhera. Numa outra oportunidade exorta-nos a pedir ao Senhor da messe para que mande operários para a sua messe. Hoje em nossa Igreja temos diversos ministérios. O exercício deles supõe o chamado divino e exige disponibilidade de quem se sente chamado. Se é graça o chamado, é graça também a resposta. Por isso, só se entende vocação num clima de fé e oração.

Neste ano, o mês vocacional está motivado com o lema: “Mostra-me Senhor os teus caminhos”. Vamos mobilizar nossas paróquias, nossas pastorais, nossos movimentos e nossos serviços. É preciso que neste mês de agosto, todas as nossas atividades e celebrações tenham alguma referência vocacional. Vamos rezar por nós mesmos para que o nosso entusiasmo pelo Reino se renove e ganhe mais vigor, vamos também pedir para que muitos irmãos e irmãs se despertem e venham somar conosco nesta linda tarefa de levar Cristo e semear paz nos corações de muitos irmãos e irmãs.

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Papa Francisco nomeia novo bispo para diocese Catanduva (SP)

O papa Francisco nomeou nesta quarta-feira, 10 de julho, o novo bispo para a vacante diocese de Catanduva (SP). O escolhido foi o dom Valdir Mamede, atualmente bispo auxiliar da arquidiocese de Brasília (DF).

A diocese de Catanduva estava vacante desde outubro de 2018 e contou com a administração apostólica de dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, arcebispo emérito de Sorocaba (SP).

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou mensagem de congratulação a dom Valdir por ocasião de sua transferência.

Leia abaixo o texto na íntegra.

Saudação da CNBB a Dom Valdir Mamede

Brasília-DF, 10 de julho de 2019

Prezado Irmão, Dom Valdir Mamede,

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) congratula-se com o senhor pela nomeação como bispo Catanduva (SP), anunciada, hoje, quarta-feira, 10 de julho, papa Francisco.

Agradecemos o seu trabalho realizado como bispo auxiliar em Brasília (DF), nestes últimos seis anos. Desejamos que esse novo tempo de pastoreio seja fecundo e cheio de alegrias para o senhor, para o clero e as comunidades de sua nova Igreja Particular.

Saudamos sua nomeação trazendo palavras inspiradoras do papa Francisco na Oração Mariana do Angelus, neste domingo (7), sobre o Evangelho de São Lucas (Lc 10,1-12.17-20), que apresenta Jesus enviando seus 72 discípulos, além dos 12 apóstolos, para pregar a Boa Nova. “Esse pedido de Jesus é sempre válido. Sempre devemos rezar ao ‘dono da messe’, isto é, Deus Pai, para que mande operários para trabalhar no seu campo que é o mundo. E, cada um de nós, deve fazê-lo com o coração aberto, com uma atitude missionária; a nossa oração não deve se limitar somente ao que precisamos, às nossas necessidades: uma oração é realmente cristã se também tiver uma dimensão universal”.

Em Cristo,

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima (RR)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

FONTE: CNBB

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De Maria Rita a Irmã Dulce

Os primeiros passos

Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, ao nascer em 26 de maio de 1914, em Salvador, Irmã Dulce recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. O bebê veio ao mundo na Rua São José de Baixo, 36, no bairro do Barbalho, na freguesia de Santo Antônio Além do Carmo. A menina Maria Rita foi uma criança cheia de alegria, adorava brincar de boneca, empinar arraia e tinha especial predileção pelo futebol - era torcedora do Esporte Clube Ypiranga, time formado pela classe trabalhadora e os excluídos sociais.

Aos sete anos, em 1921, perde sua mãe Dulce, que tinha apenas 26 anos. No ano seguinte, junto com seus irmãos Augusto e Dulce (a querida Dulcinha), faz a primeira comunhão na Igreja de Santo Antônio Além do Carmo.

A vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio decisivo da irmã, Dulcinha. Aos 13 anos, graças a seu destemor e senso de justiça, traços marcantes revelados quando ainda era muito novinha, Irmã Dulce passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família – na Rua da Independência, 61, no bairro de Nazaré, num centro de atendimento. A casa ficou conhecida como ‘A Portaria de São Francisco’, tal o número de carentes que se aglomeravam a sua porta. Também é nessa época que ela manifesta pela primeira vez, após visitar com uma tia áreas onde habitavam pessoas pobres, o desejo de se dedicar à vida religiosa.

Em 08 de fevereiro de 1933, logo após a sua formatura como professora, Maria Rita entra então para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Em 13 de agosto de 1933, recebe o hábito de freira das Irmãs Missionárias e adota, em homenagem a sua mãe, o nome de Irmã Dulce.

A primeira missão de Irmã Dulce como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação, no bairro da Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador. Mas, o seu pensamento estava voltado mesmo para o trabalho com os pobres. Já em 1935, dava assistência à comunidade pobre de Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe. Nessa mesma época, começa a atender também os operários que eram numerosos naquele bairro, criando um posto médico e fundando, em 1936, a União Operária São Francisco – primeira organização operária católica do estado, que depois deu origem ao Círculo Operário da Bahia. Em 1937, funda, juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações – o Cine Roma, o Cine Plataforma e o Cine São Caetano. Em maio de 1939, Irmã Dulce inaugura o Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para operários e filhos de operários, no bairro da Massaranduba.

O amor e o serviço aos pobres e doentes

Em 1939, Irmã Dulce invade cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas de Salvador. Expulsa do lugar, ela peregrina durante uma década, levando os seus doentes por vários locais da cidade. Por fim, em 1949, Irmã Dulce ocupa um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio, após autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes. A iniciativa deu origem à tradição propagada há décadas pelo povo baiano de que a freira construiu o maior hospital da Bahia a partir de um simples galinheiro. Já em 1959, é instalada oficialmente a Associação Obras Sociais Irmã Dulce e no ano seguinte é inaugurado o Albergue Santo Antônio.

O incentivo para construir a sua obra, Irmã Dulce teve do povo baiano, de brasileiros de diversos estados e de personalidades internacionais. Em 1988, ela foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouvia do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.

Irmã Dulce e o Papa João Paulo II voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar a religiosa baiana, cuja saúde já se encontrava bastante debilitada em função de problemas respiratórios. Cinco meses depois da visita do Papa, os baianos chorariam a morte do Anjo Bom do Brasil.

Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. No velório, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, em Salvador, políticos, empresários, artistas, se misturavam a dor de milhares de pessoas simples e anônimas. A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida – tinha 70% da capacidade respiratória comprometida - não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, uma verdadeira obra de amor aos pobres e doentes.

Fonte: www.irmadulce.org.br

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Canonização de Irmã Dulce e mais quatro beatos será no dia 13 de outubro

O Papa Francisco presidiu, nesta segunda-feira (1º/07), na Sala Clementina, no Vaticano, o Consistório Ordinário Público para a Canonização de cinco Beatos, dentre os quais Irmã Dulce Lopes Pontes.

Durante o Consistório, o Santo Padre anunciou a data de canonização dos cinco beatos. Será no domingo, 13 de outubro próximo.

Além de Irmã Dulce, serão canonizados os seguintes beatos: John Henry Newman, cardeal, fundador do Oratório de São Filipe Néri na Inglaterra; Giuseppina Vannini (no século Giuditta Adelaide Agata), fundadora das Filhas de São Camilo;  Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família e Margherita Bays, Virgem, da Ordem Terceira de São Francisco de Assis.

Fonte: Vatican News

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Prorrogado prazo de inscrição do concurso para a letra do hino da CF 2020

Nesta segunda-feira, 25 de junho, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia prorrogou até o dia 22 de julho o prazo para a inscrição do concurso para a letra do hino da Campanha da Fraternidade 2020.

Com o tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (cf. Lc 10,33-34), a Campanha da Fraternidade 2020 tem como objetivo despertar para o sentido da vida como dom e compromisso, recriando relações fecundas na família, na comunidade e na sociedade, à luz da palavra de Deus.

Neste sentido, o edital para a letra do hino da CF 2020 traz algumas características que devem ser observadas pelos compositores. A letra do hino deverá traduzir em linguagem poética os conteúdos do tema, lema, objetivos evitando explicitações desnecessárias, moralismos ou chavões. Além disso, deve buscar inspiração na Sagrada Escritura e no Magistério da Igreja.

A força do texto deverá reavivar a esperança, a criatividade, o compromisso cristão. O compositor deve observar também o uso do emprego da função da linguagem mais adequada ao momento litúrgico: evocativa, exortativa, invocativa, narrativo-descritiva, experiencial, penitencial, informativa, laudativa, votiva, reflexivo-meditativa.

Em relação aos critérios para a análise da qualidade literária do texto, tratando-se de forma poética, serão observados em especial, o emprego da função da linguagem mais adequada ao momento litúrgico: evocativa, exortativa, invocativa, narrativo-descritiva, experiencial, penitencial, informativa, laudativa, votiva, reflexivo-meditativa.  As qualidades do estilo, em especial quanto aos princípios a correção, da originalidade e da harmonia também serão levados em consideração.

Inscrição

As composições deverão ser enviadas à CNBB, VIA SEDEX, trazendo apenas o pseudônimo (nome de fantasia) do (a) autor (a), no remetente. Dentro da correspondência, em um envelope fechado, deve ter o nome verdadeiro do (a) compositor (a), junto com o termo de Cessão de Direitos Autorais (Cf. ANEXO I), preenchido e assinado, no endereço mencionado no edital.

Confira o edital completo em www.cnbb.org.br

Fonte: CNBB

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Conheça a história da Festa de Corpus Christi

Todas as quintas-feiras, depois da oitava de Pentecostes, a Igreja celebra a festa de Corpus Christi, mas nem sempre foi assim. Vejamos, então, como essa festa tomou a proporção que ela tem hoje.

História

Uma primeira coisa a saber é que não existe registo do culto ao Santíssimo Sacramento fora da Missa no primeiro milênio. Nesse período, a Eucaristia ministrada fora da Missa era somente para os doentes.

A partir do segundo milênio, no entanto, por meio de um movimento eucarístico, cujo centro foi a Abadia de Cornillon, fundada em 1124, pelo Bispo Albero em Liége, na Bélgica, podemos constatar costumes eucarísticos: exposição e bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante sua elevação na Missa e, consequentemente, a festa do Corpus Christi.

A Solenidade em honra ao Corpo do Senhor – “Corpus Chisti” –, que hoje celebramos na quinta-feira após a oitava de Pentecostes, mais precisamente depois da festa da Santíssima Trindade, é oficializada somente em 1264 pelo Papa Urbano IV.

Como bem sabemos, Deus costuma se revelar aos humildes e pequenos, e Ele se utilizou de uma simples jovem para lhe revelar a festa de Corpus Christi.  Segundo os registros da Igreja, Santa Juliana de Cornillon, em 1258, numa revelação particular, teria recebido de Jesus o pedido para que fosse introduzida, no Calendário Litúrgico da Igreja, a Festa de Corpus Domini.

Santa Juliana nasceu, em 1191, nos arredores de Liège, na Bélgica. Essa localidade é importante, e, naquele tempo, era conhecida como “cenáculo eucarístico”. Nessa cidade, havia grupos femininos generosamente dedicados ao culto eucarístico e à comunhão fervorosa.

Tendo ficado órfã aos cinco anos de idade, Juliana, com a sua irmã Inês, foram confiadas aos cuidados das monjas agostinianas do convento-leprosário de Mont Cornillon. Mais tarde, ela também uma monja agostiniana, era dotada de um profundo sentido da presença de Cristo, que experimentava vivendo, de modo particular, o Sacramento da Eucaristia.

Com a idade de 16 anos, teve a primeira visão. Via a lua no seu mais completo esplendor, com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. Compreendeu que a lua simbolizava a vida da Igreja na Terra; a linha opaca representava a ausência de uma festa litúrgica, em que os fiéis pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a fé, prosperar na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento.

Durante cerca de 20 anos, Juliana, que entretanto se tinha tornado priora do convento, conservou no segredo essa revelação. Depois, confiou o segredo a outras duas fervorosas adoradoras da Eucaristia: Eva e Isabel. Juliana comunicou essa imagem também a Dom Roberto de Thorete, bispo de Liége. Mais tarde, a Jacques Pantaleón, que, no futuro, se tornou o Papa Urbano IV. Quiseram envolver também um sacerdote muito estimado, João de Lausanne, pedindo-lhe que interpelasse teólogos e eclesiásticos sobre aquilo que elas estimavam.

Foi precisamente o Bispo de Liége, Dom Roberto de Thourotte, que, após hesitações iniciais, aceitou a proposta de Juliana e das suas companheiras, e instituiu, pela primeira vez, a solenidade do Corpus Christi na sua diocese, precisamente na paróquia de Sainte Martin. Mais tarde, também outros bispos o imitaram, estabelecendo a mesma festa nos territórios confiados aos seus cuidados pastorais. Depois, tornou-se festa nacional da Bélgica.

A festa ficou conhecida

Dessa forma, a festa foi crescendo cada vez mais, e outros bispos faziam a mesma coisa em sua diocese. Tomou tal proporção, que veio a tornar-se não só uma festa do território da Bélgica, mas sim de todo o mundo. Sendo que, a festa mundial de Corpus Christi foi decretada oficialmente somente, em 1264, seis anos após a morte de irmã Juliana, em 1258, com 66 anos.

Na cela onde jazia, foi exposto o Santíssimo Sacramento e, segundo as palavras do seu biógrafo, Juliana faleceu contemplando, com um ímpeto de amor, a Jesus Eucaristia, por ela sempre amado, honrado e adorado.

Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada, em 1599, pelo Papa Clemente VIII.  Como vimos, ela morreu sem ver a procissão de forma mundial.

Depois da morte do Papa Alexandre IV, foi eleito o novo Papa, o cardeal Jacques Panteleón. Naquela época, a corte papal era em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto dessa localidade fica a cidade de Bolsena, onde, em 1264, aconteceu o famoso Milagre de Bolsena.

Em que consiste esse milagre? Um padre da Boemia, Alemanha, que tinha dúvidas sobre a verdade da transubstanciação, presenciou um milagre. Durante uma viagem que fazia da cidade de Praga a Roma, ao celebrar a Santa Missa na tumba de Santa Cristina, na cidade de Bolsena, Itália, no momento da consagração, viu escorrer sangue da Hóstia Consagrada, banhando o corporal, os linhos litúrgicos e também a pedra do altar, que ficaram banhados de sangue.

O sacerdote, impressionado com o que viu, correu até a cidade de Orvieto, onde morava o Papa Urbano IV, que mandou a Bolsena o Bispo Giacomo, para ter a certeza do ocorrido e levar até ele o linho ensanguentado. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. O Pontífice foi ao encontro do Bispo até a ponte do Rio Claro, hoje atual Ponte do Sol. O Papa pegou as relíquias e mostrou à população da cidade.

O Santo Padre, movido pelo pelas visões de Santa Juliana, pelo prodígio e também a petição de vários bispos, fez com que a festa do Corpus Christi se estendesse por toda a Igreja por meio da bula Transiturus de hoc mundo, em 11 de agosto de 1264. Esses fatos foram marcantes para se estabelecer a festa de Corpus Christi.

A morte do Papa Urbano IV, em 2 de outubro de 1264, um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena, em 1311, ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317, foi promulgada uma recompilação das leis por João XXII e assim a festa foi estendida a toda a Igreja.

Foi assim que a festa de Corpus Chisti aconteceu, tendo como testemunho estes dois fatos: as visões de Santa Juliana e o milagre eucarístico de Bolsena.

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Falece jovem com câncer terminal ordenado sacerdote em cama de hospital

Faleceu nesta segunda-feira, 17 de junho, Pe. Michal Los, o jovem com câncer terminal que foi ordenado sacerdote no mês passado em uma cama de hospital, após receber a autorização do Papa Francisco.

Em um comunicado em sua página no Facebook, a Congregação dos Filhos da Divina Providência (Orionitas) da Polônia expressou seu pesar pelo falecimento e Pe. Michal Los. “Acreditamos que mele se encontrou com Cristo ressuscitado, a quem desejava servir como sacerdote”, manifestaram, ao agradecer também pelas “orações e apoio”.

Por sua vez, os Orionitas no Brasil informaram por meio de sua página no Facebook que o sacerdote polonês “celebrou sua Páscoa às 11h53 e agora está para sempre nos braços do Bom Pai”.

“Vamos orar e rezar, agradecendo ao Senhor por tê-lo dado a nós como testemunha de grande Fé e amor. Não foi a morte que tirou a sua vida, mas sim quem a deu por amor a Cristo e aos pobres”, assinalam.

Família Orionita comunica com pesar o falecimento do religioso polonês, Padre Michael, que celebrou sua Páscoa às 11h53 e agora está para sempre nos braços do Bom Pai. 
Vamos orar e rezar, agradecendo ao Senhor por tê-lo dado a nós como testemunha de grande Fé e amor. Não foi a morte que tirou a sua vida, mas sim quem a deu por amor a Cristo e aos pobres.

Deus o abençoe.

Dai-lhe, Senhor o descanso eterno.

Pe. Michal foi ordenado diácono e sacerdote da Igreja Católica em 24 de maio de 2019, na cama do hospital militar de Varsóvia (Polônia), graças a uma permissão e à dispensa concedida pelo Papa Francisco.

A cerimônia foi celebrada pelo Bispo Auxiliar de Varsóvia-Praga, Dom Marek Solarczyk, em companhia de outros sacerdotes da congregação e familiares.

O novo sacerdote pôde celebrar sua primeira Missa no dia 26 de maio. A imagem de sua primeira celebração foi compartilhada nas redes sociais e se tornou viral em todo o mundo.

No último dia 7 de junho, quando celebrava seu aniversário, Pe. Michal Los recebeu no hospital a visita do presidente da Polônia, Andrzej Duda, ao qual abençoou.

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Assembleia do Regional estuda novas Diretrizes, celebra jubileu missionário e elege presidência

Nos últimos três dias em Indaiatuba (SP), o episcopado paulista definiu o futuro dos trabalhos pastorais e comemorou os 25 anos de presença missionária na Amazônia

Os 51 bispos do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que estão em Itaici, Indaiatuba (SP), desde a última terça-feira, dia 11, até a manhã desta quinta-feira, dia 13, para a realização de sua 82ª Assembleia, estabeleceram o futuro das atividades pastorais.

Durante os três dias de trabalhos, o episcopado, juntamente com os padres coordenadores diocesanos de pastoral e representantes dos Organismos ligados ao Regional, dividiu o tempo entre momentos de oração, estudos, votação e debates pastorais.

O texto das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o próximo quadriênio (2019-2023) foi o tema central da Assembleia refletido pelo bispo diocesano de Jales (SP), Dom José Reginaldo Andrietta.

ELEIÇÃO
Na oportunidade, o episcopado paulista elegeu sua nova presidência: Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo diocesano de Mogi das Cruzes (SP), foi reeleito presidente; continuou como vice-presidente, o bispo diocesano de Guarulhos (SP), Dom Edmilson Amador Caetano, e Dom Luiz Carlos Dias, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, foi escolhido como secretário-geral. “Prossigamos com comunhão e fraternidade no trabalho pastoral em nossas dioceses, Organismos e em todo o Regional”, ressaltou o Dom Pedro Luiz durante a celebração da missa.

Para as sub-regiões de Aparecida, Botucatu, Campinas, Ribeirão Preto 1 e 2, Sorocaba e de São Paulo 1 e 2, foram escolhidos, respectivamente, como representantes: Dom José Carlos Chacorowski, Dom Benedito Gonçalves dos Santos, Dom Eduardo Malaspina, Dom Moacir Silva, Dom Milton Kenan Junior, Dom Julio Endi Akamine, SAC, Cardeal Odilo Pedro Scherer e Dom João Bosco Barbosa de Sousa, OFM.

JUBILEU
Para comemorar o Jubileu de Prata da presença missionária do Regional Sul 1 no Regional Norte 1 da CNBB, no decorrer da Assembleia, foi lançada a Edição “25 anos da Missão Amazônia”. A publicação conta com memórias e testemunhos ao longo das duas décadas e meia de comunhão e solidariedade entre os regionais.

Com colaboração do Pe. Tiago Barbosa; Fotos: Eduardo Tarcia | pela Comissão de Comunicação do Regional

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Bispos paulistas elegem nova presidência do Regional Sul 1

Dom Pedro Luiz Stringhini foi reeleito como presidente para o próximo quadriênio. Dom Edmilson Amador Caetano, também reeleito, e Dom Luiz Carlos Dias, serão, respectivamente, vice-presidente e secretário-geral.

Na tarde desta quarta-feira, dia 12, em Itaici, Indaiatuba (SP), os bispos do Estado de São Paulo elegeram a nova presidência para o quadriênio 2019-2023. Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo diocesano de Mogi das Cruzes (SP), foi reeleito presidente do Regional Sul 1 e, como vice-presidente, o bispo diocesano de Guarulhos (SP), Dom Edmilson Amador Caetano.

Para a função de secretário, o episcopado paulista elegeu Dom Luiz Carlos Dias, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. Até o mês de agosto, a nova presidência deve escolher os bispos e assessores para as oito Comissões Episcopais Pastorais.

DESAFIO –A vigência do trabalho da nova equipe coincide com a aplicação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), aprovadas da Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, em maio deste ano.

Texto e foto do Pe. Tiago Barbosa | pela Comissão de Comunicação do Regional

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Trabalho missionário é destaque na 82ª Assembleia dos Bispos

Encontro contou com a presença de representantes do Regional Norte 1 que, há 25 anos, recebe ministros ordenados e leigos paulistas. Membros da Infância e Adolescência Missionária (IAM) de todo o Estado destinaram cerca de $150 mil reais para a aquisição de poços artesianos na Diocese africana de Pemba

Na manhã desta terça-feira, dia 12, a dimensão missionária foi o centro da reflexão da 82ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A missa, celebrada nas primeiras horas do dia, recordou os 25 anos do projeto de comunhão e solidariedade entre os regionais Sul 1 e Norte 1. “A missão é para todos”, ressaltou o Cardeal Cláudio Hummes, presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), durante a homilia, ao explicar que as atividades missionárias buscam fazer a transição de uma pastoral de visita para um trabalho de permanência nas comunidades de periferia, como pede o Papa Francisco.

O momento de ação de graças ainda contou com a presença de representantes da Infância e Adolescência Missionária (IAM). A participação concluiu o Projeto “Dá-me de beber” que, no último ano, arrecadou nas dioceses paulistas um montante de aproximadamente $150 mil reais, destinados à construção de poços artesianos em Moçambique.

Durante a sessão conjunta, a Assembleia proporcionou a explicação do Sínodo Pan-Amazônico e das atividades missionárias do Regional paulista no Estado do Amazonas e em Moçambique, na Diocese de Pemba.

As atividades contaram com a presença de representantes do Regional Norte 1 que, na oportunidade, agradeceram à parceria firmada: “Trago, com alegria e gratidão, a presença fraterna dos missionários paulistas na Igreja da Amazônia. Abrimos nossos braços e dilatamos nossos corações para a continuidade do projeto”, disse Dom Mário Antônio da Silva, bispo diocesano de Roraima (RR) e 2º vice-presidente da CNBB.

PUBLICAÇÕES

O Regional Sul 1 lançou a Edição Especial “25 anos da Missão Amazônia”. A publicação conta com testemunhos e memórias sobre as duas décadas e meia de atividades missionárias entre os regionais. “O caminho percorrido até aqui estimula o Regional a ser cada vez mais uma Igreja em estado permanente de missão”, afirmou o presidente Dom Pedro Luiz Stringhini.

Também o bispo auxiliar de São Carlos (SP), Dom Eduardo Malaspina, presenteou os participantes com o livro “Eu vos escolhi – A missão em cinco passos”, de sua autoria: “Trata-se de um texto de espiritualidade e de indicações pastorais sobre a missão”, explicou.

Com colaboração do Pe. Tiago Barbosa; Fotos: Eduardo Tarcia | pela Comissão de Comunicação do Regional 

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Santo Antônio: a devoção brasileira ao santo português que dedicou a vida a caridade

“Quem segue verdadeiramente a Cristo deseja que todos o sigam e, por isso, volta-se para o próximo com solicitude de ânimo, devota oração e pregação da Palavra” (Santo Antônio)

Nesta quinta-feira, 13 de junho, a Igreja celebra a Solenidade de Santo Antônio de Pádua, também chamado Santo Antônio de Lisboa, cidade onde nasceu. O santo português, que ganhou fama de ser casamenteiro, pois em certa ocasião intercedeu por uma jovem que teria conseguido fazer um ótimo casamento, é muito popular também por ser o santo das coisas perdidas.

Frade franciscano, Santo Antônio tem particular ligação com a Igreja no Brasil, onde 5 arquidioceses e 10 dioceses o tomam por padroeiro ou titular. Também são 24 as catedrais dedicadas ao santo e 13 municípios brasileiros que o têm como padroeiro.

O município e a diocese de Nova Iguaçu (RJ) estão nesta lista. A festa de Santo Antônio é a maior e mais popular da cidade e consegue mobilizar vários setores da vida religiosa, social e cultural, descasa o bispo de Nova Iguaçu, dom Gilson Andrade da Silva.

“Quando um santo alcança tal popularidade revela que sua palavra e vida nunca perdem a atualidade, ou seja, que o Evangelho que ele pregou e viveu consegue inspirar todas as gerações e culturas, ajudando-as a dar o melhor de si”, afirma.

Ainda segundo dom Gilson,  o povo brasileiro se identificou muito com a figura de Santo Antônio pelo seu exemplo e zelo de pastor e pela sua sensibilidade para com os sofridos e mais pobres. “É um santo que entrou no coração e na alma do povo”.

Nascido em 1195, em Lisboa, o jovem Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo, nome de batismo de Santo Antônio, ingressou na Ordem dos Agostinianos aos 15 anos. Dez anos depois, já em Coimbra, foi ordenado sacerdote e adotou o nome de Antônio ao ingressar na Ordem dos Frades Menores, fundada por São Francisco de Assis.

Lá viveu de maneira simples entre os frades, até que um dia precisou substituir um pregador que faltou numa grande festa e fez a homilia. Com excelente oratória e profundo conhecimento das Sagradas Escrituras, se destacou e, então foi nomeado pregador oficial dos Franciscanos e professor de Teologia, tornando-se famoso por suas pregações.

Para dom Tarcísio Nascentes dos Santos, bispo de Duque de Caxias (RJ), cidade que também tem o santo como padroeiro municipal e da catedral, “Santo Antônio contribuiu, para a Igreja no Brasil e no mundo, de maneira significativa para o desenvolvimento da espiritualidade franciscana, com seus fortes traços de inteligência, equilíbrio, zelo apostólico e, principalmente, fervor místico”.

Segundo dom Tarcísio, no último período da sua vida, Antônio escreveu dois ciclos de “Sermões”, intitulados, respectivamente, “Sermões dominicais” e “Sermões sobre os santos”, destinados aos pregadores e professores de estudos teológicos da ordem franciscana.

“Nos ‘Sermões’, ele fala da oração como uma relação de amor, que conduz o homem a conversar docemente com o Senhor, criando uma alegria inefável, que envolve suavemente a alma em oração”, destaca. 

Aproveitando a festa de seu padroeiro, a diocese de Piracicaba, lança a Revista “Jubileu”, nesta quinta-feira, durante a missa solene, presidida pelo bispo diocesano, dom Fernando Mason, na Sé Catedral Santo Antônio, em Piracicaba (SP). A publicação faz parte da programação celebrativa do Jubileu de Brilhante (75 anos) de criação e instalação da diocese de Piracicaba.

Padroeiro de Pádua e de Lisboa, o santo venerado por suas pregações, vida de penitência e pelos milagres morreu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231 aos 36 anos de idade. Seu corpo foi sepultado numa basílica que se tornou lugar de peregrinação. Ele foi canonizado no ano seguinte pelo papa Gregório IX. E foi declarado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XII.

Santo casamenteiro e dos objetos perdidos

A história retrata que a fama de casamenteiro se deu porque Santo Antônio teria atendido aos rogos de uma moça que para casar precisava um dote. De acordo com a agência ACI Digital, a moça teria recebido de Santo Antônio um bilhete para entregar a um determinado comerciante. O bilhete dizia que o comerciante desse à moça moedas de prata segundo o peso do papel. Pensando que o papel pesaria muito pouco ele aceitou. Mas foram necessários 400 escudos da prata para que a balança chegasse ao equilíbrio. O comerciante lembrou-se de uma promessa que havia feito a Santo Antônio e não havia cumprido: dar 400 escudos de prata. A jovem recebeu a quantia e pode assim casar-se.

Além disso, segundo a ACI Digital, o santo é invocado para encontrar objetos perdidos, talvez porque certo dia um noviço fugiu do convento com um saltério que ele usava. Santo Antônio orou para recuperar o seu livro e o noviço se viu diante de uma aparição terrível e ameaçadora que o obrigou a regressar e devolver o que roubou.

Diz-se também que em uma ocasião, enquanto orava, apareceu-lhe o menino Jesus e o santo segurou-o em seus braços e por esta razão, até hoje, é representado sustentando o menino Deus. Santo Antônio é patrono das mulheres estéreis, dos pobres, dos viajantes, dos pedreiros, dos padeiros, entre outros. Devido à sua caridade com os pobres, com frequência se representa Santo Antônio oferecendo pão a indigentes.

Arquidioceses:
Diamantina
Juiz de Fora
Olinda e Recife

Dioceses:
Alagoinhas
Campo Maior
Chapecó
Guarapuava
Jequié
Nova Iguaçu
Osasco
Piracicaba
Ruy Barbosa
Teixeira de Freitas-Caravelas

Arquidioceses de padroeiro secundário:
Campo Grande
Uberaba

Catedrais dedicadas:
Aparecida (Guaratinguetá)
Diamantina
Juiz de Fora
Alagoinhas
Borba
Campanha
Campo Grande
Campo Maior
Caravelas
Chapecó
Duque de Caxias
Frederico Westphalen
Garanhuns
Governador Valadares
Guaxupé
Nova Iguaçu
Osasco
Paracatu
Patos de Minas
Piracicaba
Propriá
Rui Barbosa
Sete Lagoas
Zé Doca

Cidades Padroeiro Municipal
Araçuaí
Balsas
Borba
Diamantina
Duque de Caxias
Garanhuns
Jardins
Juiz de Fora
Lins
Nova Iguaçu
Paracatu
Recife
Zé Doca

FONTE: CNBB

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Assembleia Regional dos bispos começa na próxima terça-feira (11/06), em Itaici, Indaiatuba

Está marcada para o dia 12 de junho a eleição da nova presidência da entidade. Atualmente, o presidente da entidade é Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo de Mogi das Cruzes, que ocupa o cargo desde o começo de junho do ano passado, após transferência do então presidente, dom Airton José dos Santos, para a Arquidiocese de Mariana (MG).

A 82ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que compreende as dioceses do Estado de São Paulo, acontecerá entre os dias 11 a 13 de junho, em Itaici, Indaiatuba (SP).

Neste ano, a Assembleia anual será eletiva e terá como tema central «As Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para 2019-2023, aprovadas pela Assembleia Geral da CNBB, e suas implicações para o Regional».

O encontro acontecerá no Centro de Espiritualidade Inaciana (CEI) e contará com a participação dos bispos e convidados das 6 arquidioceses, 35 dioceses e das 6 Regiões Episcopais da Arquidiocese de São Paulo. São esperados 143 participantes, entre bispos, padres coordenadores diocesanos de pastoral, padres secretários das Sub-Regiões Pastorais e representantes dos Organismos vinculados ao Regional Sul 1.

Para esta Assembleia, também está prevista a seguinte pauta:Revisão do Regulamento do Regional; Relatório das Comissões Episcopais de Pastoral; Relatório da Presidência; Eleição da Presidência do Regional para o próximo quadriênio (2019-2023); Eleição dos Delegados para o Conselho Permanente da CNBB e suplente; os Presidentes das sub-regiões pastorais e das Comissões Episcopais; Conselho Econômico; Conselho Fiscal e suplentes.

A Assembleia começará na terça-feira, 11 de junho, às 15h00, com a Celebração de Abertura presidida por Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo de Mogi das Cruzes e Presidente do Regional.

Imprensa: Credenciamento para cobertura pelo telefone 11 3253-6788 ou pelo e-mail cnbbs1@cnbbsul1.org.br. Após o credenciamento, as entrevistas com os bispos serão agendadas com o assessor Renato Papis, no próprio local, contato: 11 97544-8285.

Nas redes sociais use: #82ªABCNBBSul1

De São Paulo, Renato Papis, MTb 61012/SP

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Igreja celebra Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2019 (SOUC) que, no hemisfério norte, é celebrada de 18 a 25 de janeiro, terá como tema “Procurarás a justiça, nada além da justiça” (Dt 16.11-20). Realizada mundialmente pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pelo Conselho Mundial de Igrejas, a SOUC acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios.

No hemisfério sul (inclusive no Brasil), a Semana de Oração será celebrada na semana de Pentecostes, que neste ano será entre 2 e 9 de junho.

SOUC

De acordo com a Secretária Geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, pastora Romi Márcia Bencke, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2019 foi preparada por cristãos e cristãs da Indonésia.

O país tem uma população de 265 milhões de pessoas, das quais 86% se identificam como muçulmanas 10% como cristãos, de diferentes tradições. A Indonésia é a maior nação do sudeste da Ásia. Sua diversidade se expressa em 1.340 grupos étnicos e 740 línguas locais. O idioma nacional é o Bahasa Indonésio.

Divulgação/CONIC

CONIC: Conselho Naiconal de Igrejas Cristãs do Brasil.

Ainda de acordo com a Secretária Geral do CONIC, “a nação orienta-se em cinco princípios: crença em um único Deus, humanidade justa e civilizada, unidade da Indonésia, democracia guiada por sabedoria interna e unanimidade vinda de deliberações entre os representantes e justiça social para todo o povo. O lema do país é ‘Bhineka Tungal Ika’, que significa ‘Unidade na Diversidade’”.

Iniciativas no Brasil

No Brasil, as principais atividades da SOUC têm sido as celebrações ecumênicas ao longo da Semana, com a realização de seminários, troca de púlpito, rodas de conversa sobre ecumenismo ou sobre o tema da Semana de Oração, programas de rádio, televisão e audiências públicas sobre diversidade religiosa.

Oferta da SOUC

A Pra. Romi Márcia destacou que a oferta da SOUC remete ao gesto da partilha presente nas antigas comunidades cristãs. “Simboliza a nossa capacidade de desprendimento e espírito comunitário. É a nossa contribuição concreta para o ecumenismo”, completou.

Os valores arrecadados ao longo da semana têm os seguintes destinos: 40% da coletapermanecem para a representação regional do CONIC (onde houver). Esses valores arrecadados contribuem para a motivação do ecumenismo em diferentes regiões, com a organização de seminários, encontros e oficinas de formação.

Os outros 60% da coleta são enviados para o CONIC Nacional: este recurso irá subsidiar a elaboração dos cadernos do próximo ano.

No site do CONIC, é possível saber onde existem grupos ecumênicos locais.

Fonte: conic.org.br

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Papa na Romênia: uma sociedade é civil quando cuida dos mais pobres

O Papa Francisco deixou o Vaticano, na manhã desta sexta-feira (31/5), para mais uma Viagem Apostólica do seu Pontificado, é a sua 30ª viagem, que o leva à Romênia.

Depois da acolhida no aeroporto de Bucareste o Papa fez uma visita de cortesia ao Presidente romeno Klaus Werner Iohannis no Palácio presidencial, local do encontro com as Autoridades, a Sociedade civil, os Representantes de várias confissões religiosas e o Corpo Diplomático.

Após as palavras de boas-vindas do Presidente, o Papa Francisco pronunciou seu discurso expressando sua alegria:

“ Estou feliz por me encontrar nesta “?ar? frumoas?, terra formosa, vinte anos depois da visita de São João Paulo II e no semestre em que a Romênia – pela primeira vez desde que começou a fazer parte da União Europeia – preside ao Conselho Europeu ”

Depois de lembrar dos 30 anos passados desde que a Romênia se libertou do regime que oprimia a liberdade civil e religiosa, o Papa elogiou a reconstrução e o trabalho feito através “do pluralismo das forças políticas e sociais e do seu diálogo mútuo através do reconhecimento fundamental da liberdade religiosa e da plena integração do país no mais amplo cenário internacional”.

Fenômeno da emigração

Porém continuou Francisco,

“ É preciso reconhecer que as transformações, tornadas necessárias pela abertura de uma nova era, acarretaram consigo – juntamente com as conquistas positivas – o aparecimento de inevitáveis obstáculos que se devem superar e de consequências para a estabilidade social e a própria administração do território nem sempre fáceis de gerir ”

Neste ponto recordou o fenômeno da emigração da população à procura de novas oportunidades de trabalho, levando ao “despovoamento de muitas localidades” que pesa inevitavelmente “na qualidade de vida em tais terras e enfraquecimento das raízes culturais e espirituais que sustentam nas adversidades”.

Caminhar juntos

Para enfrentar estes problemas, afirma o Papa “é preciso aumentar a colaboração positiva das forças políticas, econômicas, sociais e espirituais”

“ É necessário caminhar juntos e que todos se comprometam, convictamente, a não renunciar à vocação mais nobre a que deve aspirar um Estado: ocupar-se do bem comum do seu povo ”

“Assim – continua o Pontífice – pode-se construir uma sociedade inclusiva, na qual cada um, disponibilizando os seus próprios talentos e competências (…) se torne protagonista do bem comum”. De fato, conclui “quanto mais uma sociedade se dedica aos mais desfavorecidos, tanto mais se pode dizer verdadeiramente civil”.

E para alcançar estes objetivos: “É preciso que tudo isto tenha uma alma, um coração e uma direção clara de marcha, imposta, (…) pela consciência da centralidade da pessoa humana e dos seus direitos inalienáveis”. E o Papa continua “para um desenvolvimento sustentável harmonioso (…) não é suficiente atualizar as teorias econômicas, nem bastam – apesar de necessárias – as técnicas e capacidades profissionais. Com efeito, trata-se de desenvolver, juntamente com as condições materiais, a alma de todo o povo”.

A Igreja Católica quer dar a sua contribuição

“ Neste sentido as Igrejas cristãs podem ajudar a reencontrar e alentar o coração pulsante de onde fazer fluir uma ação política e social que parta da dignidade da pessoa e leve a empenhar-se, leal e generosamente, pelo bem comum da coletividade ”

Por fim, falando do trabalho das Igrejas cristãs esclarece que “a Igreja Católica quer colocar-se neste sulco, quer dar a sua contribuição para a construção da sociedade, deseja ser sinal de harmonia, esperança de unidade e colocar-se ao serviço da dignidade humana e do bem comum”.

O Papa concluiu o seu discurso desejando à Romênia “paz e prosperidade” e invocando sobre “toda a população abundância de bênçãos divinas”.

Via Vatican News

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